Relembrando.
20071120
Eu me lembro que quando era pequena tinha muitos medos. O mais marcante e talvez o mais estranho fosse meu medo do Fantástico. Sim, eu tinha medo da noite do domingo combinada aquela voz e os acontecimentos mundiais, nos quis eu, na minha vidinha, não conhecia e nem fazia idéia que coisas assim - tão terríveis - existissem. Mas tudo isso teve um começo.
Até certo dia eu via o Fantástico normalmente. Isso é, não muito, só quando estava no quarto dos meus pais - desenhos me interessavam mais. Até que nesse dia começaram a falar sobre um homem. Ele estava doente por causa do cigarro e os médicos davam só
dois meses de vida a ele. Até hoje me recordo se sua fisionomia. Ele era magro, muito mesmo, as costelas aparentes, cabelo branco... Aquilo me marcou muito. Coisas assim me marcavam muito até certa idade (Nessa quem o diga).
O motivo de minha reflexão sobre isso é que qualquer tipo de sentimento que eu tinha ao ver pessoas
não-tão-normais se transformaram numa grande vontade de entender tudo isso. Na oitava série (hoje, nono ano) a ciência pra mim foi dividida em biologia, física e química e ficou claro qual eu tinha mais afinidade: a biologia.
Estudei várias coisas - como ainda estudo, e de cara percebi que
genética é realmente o que eu gosto. Incrível saber as possibilidades de meus filhos nascerem de olhos escuros ou olhos claros dependendo de quem a professora indicava na turma para fazermos as combinações. Saber o porquê da síndrome de Down, síndrome de Turner ou da síndrome de Klinefelter, dentre tantas outras que se dá por alterações cromossômicas.
Ano passado descobri o que era
Fetus in fetus e fiquei fascinada. Um irmão gêmeo que por deformações meio que ‘entra’ no outro e acaba por viver parasitando este, já que ele não tem cérebro, nem coração. O gêmeo parasitado pode nem perceber que carrega com ele seu irmão, foi o que aconteceu com
ele (detalhe no tamanho da barriga e ele só descobriu quando seus parentes insistiram pra ele procurar um médico). De lá tiraram algo parecido com uma massa, e até pensavam ser um tumor, mas a massa tinha cabelos. Era o irmão.
Se você disser que Fetus in fetus não é uma alteração cromossômica, eu irei concordar. Não é pelo que eu sei. Mas é algo raro que junto a siameses - como a pequena
Lakshmi Tatma me fazem pensar muito e estar quase decidida por ajudar as pessoas do meu jeito. Fazendo medicina.
Obs: Não consegui abrir os links que eu tinha salvado sobre
Fetus in fetus. Até procurei no google e achei, mas não algo que eu ache que todos queiram ver, então nada de links. Curioso? Abra o google, digite
‘fetus in fetus’ e vá em imagens, com certeza terá (:
Editando: Responderei os comentários do post passado o mais rápido possível e tenho certeza que o feriado de amanhã vai ajudar nisso (:
Vale dizer que eu ainda estou em choque por ver tantos comentários no meu blog *.* obrigadaa!